sexta-feira, 4 de junho de 2021

Disputa política em Timon chega à Justiça

Embora muitos ainda duvidem que o racha no grupo Leitoa em Timon seja de fachada, a verdade é que a disputa tem se agravado cada vez mais.

A briga começou quando o deputado Rafael Leitoa, líder do governo Flávio Dino na Assembleia, traiu o grupo que o elegeu e comandou uma dissidência interna que culminou com a eleição do seu compadre, vereador Uilma Resende (PDT), para a presidência da Câmara de Vereadores local, contrariando um acordo feito pela base de apoio da prefeita Dinair Veloso (PSB).

A partir do episódio, o clima esquentou e o grupo do ex-prefeito Luciano Leitoa perdeu espaço em órgãos do Estado e viu seus aliados sendo demitidos.

No legislativo municipal, a situação não é diferente. Sob a orientação do presidente da Casa, vereadores de oposição propuseram uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar gastos com a saúde naquele município.

Aliados do ex-prefeito alegam que se trata de manobra política para prejudicar a atual administração e que se a CPI for para valer deverá investigar recursos do município que foram destinados aos órgãos do Estado como o Hospital Regional Alarico Nunes Pacheco e a UPA, que era administrada pela esposa do vereador Uilma Resende.

Além disso, o presidente Uilma se recusa a pagar os salários de dois vereadores licenciados e que ocupam cargos na administração municipal.

Segundo a Lei Orgânica de Timon e o regimento interno da Câmara, ao se licenciar para ocupar o cargo de secretário, o vereador tem direito a optar pelos vencimentos de parlamentar – maior do que o de secretário. Ocorre que o presidente Uilma Rezende desconsiderou a legislação local e se negou a pagar os salários dos edis.

Inconformado e se considerando perseguido, o vereador Márcio Sá (PSB) entrou com um Mandado de Segurança na justiça local exigindo o pagamento dos salários. O parlamentar alegou que cumpriu todas as formalidades necessárias e que ao se negar a pagar, Uilma age ao arrepio da lei.

O imbróglio está longe de acabar. O juiz da Vara da Fazenda Pública de Timon, Welington Sousa Carvalho, considerou que não era o caso de conceder a liminar pleiteada pelo vereador e secretário Márcio Sá.

O mérito, no entanto, ainda não foi julgado e logo em breve veremos mais um round dessa briga.

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