quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Acusado de matar Moa do Katendê a facadas após discussão por política na Bahia é condenado a 22 anos de prisão

Julgamento de Paulo Sérgio Ferreira de Santana aconteceu nesta quinta-feira (21), em Salvador, e durou quase 12h. Crime foi cometido horas depois do 1º turno das eleições de 2018


O barbeiro Paulo Sérgio Ferreira de Santana, acusado de matar o mestre de capoeira Moa do Katendê, de 63 anos, a facadas, em outubro de 2018, foi condenado a 22 anos de prisão em regime fechado, em júri popular realizado nesta quinta-feira (21), no Fórum Ruy Barbosa em Salvador.

O barbeiro foi condenado a 17 anos e 5 meses por homicídio duplamente qualificado contra Moa e 4 anos e 8 meses pela tentativa de homicídio duplamente qualificado contra Germino do Amor Divino, primo do mestre de capoeira, que estava com ele no dia do crime. A defesa de Paulo informou que vai recorrer da decisão.
Familiares e amigos do mestre Moa do Katendê.
O julgamento começou por volta das 8h30 e durou quase 12 horas. Moa foi morto aos 63 anos, no dia 8 de outubro de 2018, horas após a votação do primeiro turno das eleições para Presidente da República. A vítima foi atingida por 13 facadas. Conforme o Ministério Público (MP), a maior parte dos ferimentos foi no pescoço e no tórax do capoeirista.
Segundo as investigações, a vítima discordou da posição política do suspeito, que disse ser eleitor do candidato Jair Bolsonaro (PSL), e foi esfaqueada ao revelar que tinha votado no PT. Quando foi atacado, Moa estava em um bar com o primo Germino, de 52 anos, que também foi ferido com os golpes de faca.

G1



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