sexta-feira, 5 de abril de 2019

"Namorar na escola, pode?"

"O colégio é o principal lugar onde meninos e meninas se conhecem e começam a se interessar uns pelos outros. Embora a regra geral das escolas seja proibir os namoros, eles existem. Veja com o que os pais se preocupam e os problemas em se misturar amo"




Educadores


Como agir?

Se para os pais lidar com o começo do namoro dos filhos não é tarefa fácil, para os professores e pedagogos também não é. Ao mesmo tempo que compreendem que a adolescência é a época da paquera, sabem também que é preciso impor limites, papel que é aprendido pelos professores na prática, não na faculdade.

Bilhetes e mensagens de celular durante a aula são proibidos, mas no dia a dia os professores se deparam com eles. A diretora da Unidade Divina Providência do Colégio Bom Jesus, Cleide de Lourdes Barbosa, conta que os professores são orientados a recolher os objetos e encaminhar os alunos à orientação. "Mas sabemos que eles transgridem e nem sempre o professor dá conta". Para ajudar nesta tarefa, no começo do ano, na hora de colocar cada estudante em sua carteira, os namorados são separados. "É apenas um passo para evitar as conversinhas entre eles", diz.

A psicóloga e professora do departamento de Educação da Universidade Estadual de Maringá (UEM) Eliane Maio diz que na hora que os educadores vão conversar com os estudantes, o ideal é que a proibição seja bem explicada e detalhada, para não abrir margem para contestação. "Não adianta apenas reprimir, tem de explicar as regras e provar que elas são justas, se não eles vão tentar burlar de todas as formas."

Para Eliane o professor jamais deve pegar um bilhete trocado entre namorados e lê-lo em público, pois isso caracterizaria bullying, um tipo de agressão psicológica. "Acho que a postura ideal de um educador é, quando perceber que um aluno está em fase de namoro e às voltas com isso, chamá-lo e perguntar se ele precisa de orientações sobre o assunto. Claro que não será ele a fazer o papel dos pais, mas é um primeiro passo.


Fonte:GAZETA DO POVO

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