quarta-feira, 6 de junho de 2018

PREFEITO DE CODÓ MAIS UMA VEZ NÃO RECONHECE DIREITOS DOS PROFESSORES

Ontem, 6,  professores, prefeito Francisco Nagib, secretários municipais e assessores jurídicos estiveram por  quase 3 horas e meia, a portas fechadas no Salão Nobre,  tentando chegar ao fim da guerra pelos R$ 26,5 milhões de precatórios do FUNDEF já depositados em conta da prefeitura de Codó.
Professores se reúnem com o prefeito e sua equipe
Os professores chegaram sem a exigência dos 60% de outrora, em vez disso esperaram a equipe do governo falar em qualquer percentual, mas isso não aconteceu.
“Nós não viemos aqui impondo 60%, nós viemos aqui abertos a negociar, infelizmente, insistimos por diversas vezes que o governo pudesse apresentar uma proposta de um percentual e isso  não foi feito por parte do governo”, disse-nos o presidente do SINTSERM, professor Marcos Antonio da Silva.
A OFERTA DO PREFEITO
O prefeito Francisco Nagib propôs uma gratificação que não viesse dos precatórios em duscussão que seria repassados aos professores por mérito a partir da comprovação de que o IDEB de Codó, efetivamente, melhorou.
“Apresentei este plano, pedi que eles me dessem uma oportunidade e que  com o orçamento do FUNDEB 40, no qual eu iria economizar, iria deixar de alugar Ônibus, iria deixar de arrumar escolas eu fizesse um plano de gratificação para os professores de melhoria do nosso IDEB. Que eu quero? Eu quero que a população também tenha à nossas crianças, as 27 mil crianças que temos na rede municipal de ensino que é benefício desse dinheiro também”
“Onde é que tá o benefício? No transporte escolar, na qualidade da merenda, na infraestrutura da escola e na melhoria do ensino, ou seja, se a gente tem hoje um dos piores IDEBs do Brasil, se hoje nós temos os maiores índices de analfabetos do Brasil, por que que a gente não pode juntar as forças, por que que a GENTE não pode unir as nossas forças em prol das nossas crianças?
“Mas eu percebi que eles não estão de acordo de receber este dinheiro em forma de gratificação por melhoria, por mérito, por avanço na educação, eles querem sair daqui decidido quanto seria a parte dedicada a pagamento para os professores, mas eu aqui coloco a minha contraproposta  pedindo, as crianças precisam ter o benefício, qual é o benefício? É a melhoria do ensino, então se a gente  avançar no IDEB eu quero parabenizar, eu quero premiar eles eu quero fazer uma gratificação por mérito, a gratificação por mérito ela vem consequente do avanço na educação na melhoria da nossa cidade, porque amargamos hoje os piores índices e não é este índice que eu quero continuar na educação de Codó”, explicou o prefeito em entrevista ao blogdoacelio
A POSIÇÃO DOS PROFESSORES
Os professores presentes não se posicionaram contrários a ideia, mas deixaram claro que não foram discutir utilização do FUNDEB, como propôs Francisco Nagib, e sim o repasse dos precatórios.
“Nós estamos aqui defendendo um direito que é da classe como um todo, a partir do momento em que o gestor coloca este posicionamento dele nós até não somos contrários de que haja essa questão da gratificação por mérito, mas que essa gratificação por mérito aconteça de forma individualizada não atrelado ao recurso do precatório do FUNDEF porque neste momento a nossa intenção aqui foi, exatamente, buscar uma sinalização positiva por parte do governo em relação ao pagamento dos profissionais da educação diante desse recurso específico e não viemos aqui discutir FUNDEB, viemos discutir, sim, FUNDEF”, explicou professor Marcos
HOMOLOGAÇÃO NA JUSTIÇA
O advogado do SINTSERM chegou a propor aos advogados da prefeitura que fizessem um acordo com o percentual que quisessem apontar e que este acordo fosse levado para o Poder Judiciário homologar, outra tentativa frustrada.
“A nossa proposta é pra dá segurança jurídica, e como se dá isso? A GENTE lavra-se um acordo e homologa ao judiciário, pronto, está resolvido. Aquilo se torna lei para as partes, inquestionável do ponto vista jurídico, do ponto de vista moral, é isso”, explicou Agostinho Neto.
PRÓXIMO ENCONTRO
Quando a reunião, praticamente, já havia se desmanchado, com o prefeito já ausente pois sinalizou que tinha outro compromisso para o horário, eis que o procurador-geral, Ribamar Carvalho, deu a ideia de um novo encontro que ficou para o dia 21 de junho, às 16h.
A intenção é que os assessores jurídicos levem para esta reunião propostas que serão juntadas, discutidas e levadas ao conhecimento do prefeito posteriormente como aquilo que possa ter viabilidade.
Os professores viram com desconfiança, mas aceitaram. Mesmo assim, o advogado do SINTSERM protestou.
“O município que tá sendo culpado de não ter aula, o município que é responsável por que os professores se organizem, façam seus movimentos   e reivindique aquilo que é de direito deles, não tão reivindicando nada demais, é direito deles, Então, quem é o único responsável pelo movimento dos professores, pela paralisação dos professores é o município”, finalizou
Fonte: BA

Nenhum comentário:

Postar um comentário