quarta-feira, 9 de maio de 2018

MORTE DE PRESO: Após prisão de delegado dois PMs de Codó podem ser presos a qualquer momento

O delegado Jean Charles da Silva foi preso pela Polícia Civil, ontem,  terça-feira (08), após ter sido condenado por um crime praticado em 2001. O delegado estava escondido em um condomínio no município do Paço do Lumiar.
O crime aconteceu em 2001 quando Jean respondia pela delegacia da cidade de Codó, quando esta ainda funcionava na Av. Dr. José Anselmo, no bairro São Benedito, próximo ao Parque de Exposição Walter Zaidan.
À época, o preso, que era do bairro São Francisco acusado de estupro, foi retirado da cela e espancado vindo a morrer. O corpo chegou a ser levado para o município de Coroatá onde foi visto dentro do pátio da delegacia por outros presos que prestaram depoimento no inquérito, algemado nos pés e nas mãos, já aparentando estar sem vida.
Depois foi queimado e  enterrado numa cova rasa redonda (de caeira) no povoado PAU CHEIROSO, a cerca de 3 Km do antigo Posto Maravilha (hoje desativado Posto Azul).
Choveu e a cabeça do preso apareceu, populares do povoado viram e chamaram a polícia, depois disso o corpo desapareceu. O caso foi levado à Justiça por meio de denúncia feita pelo Ministério Público depois que os familiares requisitaram investigação.
O caso demorou 17 anos porque foi levado até o STJ, esta semana a decisão do Superior TRIBUNAL DE JUSTIÇA saiu e foi desfavorável ao delegado que pegou 12 anos de prisão que deverá cumprir, inicialmente, em regime fechado.
PMs PARA SEREM PRESOS
Aqui em Codó mais  três policiais militares que prestavam serviço à Polícia Civil, à época, também já estão com ordem de prisão decretada depois da decisão final  do STJ. Um dos sentenciados já morreu, dois deles podem ser presos a qualquer momento por envolvimento no crime de 2001.
Jean Charles da Silva atuava atualmente como delegado na cidade de Loreto, no Maranhão.
A pedido do Ministério Público do Maranhão, a Justiça chegou a determinar o afastamento cautelar de Jean Charles da Silva, do cargo. A Justiça determinou, ainda, a indisponibilidade dos bens do requerido, no valor de R$ 3.148,62.
A medida foi adotada pela juíza Lyanne Pompeu de Sousa Brasil e atendeu a uma Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa Pública apresentada pelo promotor de justiça Leonardo Novaes Bastos.
     Fonte : blog do acelio

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